A Votorantim acredita que a melhor maneira de proteger as águas do Rio Juquiá, que cruza o Vale do Ribeira no sul do Estado de São Paulo, é conservar a maior área florestal possível às suas margens. Por isso, há mais de 50 anos, adquiriu uma série de propriedades, com densa floresta, onde construiu sete Usinas Hidrelétricas. Hoje, essa imensa área, de aproximadamente31 mil hectares, é a maior reserva privada de Mata Atlântica do Brasil.

Mais do que um escudo natural para o recurso hídrico,trata-se de um território raro e em estágio avançado de conservação.

Em 2012, esse território foi institucionalizado como Legado das Águas, por meio de uma parceria com o Governo do Estado de São Paulo. Desde então, a Votorantim firmou um protocolo, onde se compromete a proteger a área. Entre os termos firmados no acordo, está a proposta de gestão compartilhada, facilitando os avanços em estudos científicos, educação ambiental, uso público, proteção de espécies ameaçadas de extinção e desenvolvimento socioeconômico da região.

O Legado das Águas é a primeira filial da empresa Reservas Votorantim Ltda., unidade de negócios da Votorantim dedicada à gestão de ativos ambientais e geração de valor compartilhado. Além de conservar os serviços ecossistêmicos, possuir riqueza de fauna e flora,e representar 1,5% dos 9% restantes da Mata Atlântica do estado de São Paulo, desenvolveu um modelo inovador de reserva privada. Hoje, suas atividades são estruturadas em quatro eixos: Gestão Institucional, Capital Humano e Social, Capital Natural e Capital Econômico.

de 2012 foi o ano da assinatura do Protocolo de Intenções com o Governo do Estado de São Paulo, que reconhece o Legado das Águas como uma reserva privada.

fazem parte do território onde se insere o Legado: Juquiá, Miracatu e Tapiraí. É uma região de baixa densidade demográfica e crescimento, com cerca de 50 mil habitantes e Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) médio de 0,74. A produção agrícola, sobretudo de banana, move a economia local.

é a área do Legado das Águas, o que equivale a dez vezes o tamanho da Floresta da Tijuca, no Rio de Janeiro, e a cinco vezes a extensão do Parque da Cantareira, em São Paulo.

já foram catalogadas no Legado das Águas. Entre os inúmeros animais que circulam pela área, antas, saíras e tucanos, são frequentemente avistados. Uma anta albina, espécime raríssimo, já foi registrada no local, identificada graças a uma foto noturna disparada automaticamente por uma armadilha fotográfica. Várias espécies de vegetais também, inclusive orquídeas raras, são frequentes no Legado, incluindo o palmito juçara, ameaçado de extinção, o breu-branco, a copaíba e figueiras centenárias.

de 2015 foi a data da primeira reunião do Conselho Consultivo do Legado das Águas, que possui membros do poder público, de organizações não-governamentais e parceiros no campo das ciências e sustentabilidade. Em um sistema de gestão compartilhada, esse conselho colabora na estratégia do Legado.

escapou da devastação no Brasil. A área do Legado das Águas corresponde a 1,5% do território remanescente desse bioma no estado de São Paulo.

está em estágio avançado de conservação.

Na década de 50, sob a direção de José Ermírio de Moraes, a Votorantim adentrou no setor de energia, na região do complexo hídrico do rio Juquiá. Com a fundação e o crescimento da Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), a necessidade em se obter energia fez com que o Grupo passasse a construir e manter usinas hidrelétricas próprias nesse complexo. Além de construir as usinas, a Votorantim comprou as terras ao redor dos reservatórios, garantindo assim sua disponibilidade hídrica. Uma atitude de vanguarda na história da indústria brasileira.

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